sexta-feira, 25 de março de 2011

Princípio da Aglutinação

      Esse princípio é bastante usado na determinação da tipagem sanguínea. A tipagem é bastante usada em todos os transplantes porque nenhum tipo de enxerto sobreviverá se houver incompatibilidade ABO entre o doador e o receptor. Anticorpos IgM naturais específicos contra antígenos dos grupos sanguíneo ABO causarão rejeição. A tipagem sanguínea é realizada misturando-se as hemácias de um paciente com soros padronizados que contenham anticorpos anti-A, anti-B ou anti-Rh. Se o paciente expressar qualquer um desses antígenos sanguíneos, o soro específico para aquele antígeno aglutinará as hemácias.



      Para esse teste de tipagem é necessário que seja colhido do paciente uma amostra de sangue e misturá-la com os soros anti-A, anti-B e Anti-Rh. Se o sangue aglutinar apenas com o soro anti-A, o sangue é do tipo A, se o sangue aglutinar apenas na presença do soro anti-B, o sangue é do tipo B, se o sangue aglutinar na presença dos dois soros (anti-A e anti-B), o tipo sanguíneo é AB e se o sangue aglutinar na presença do soro anti-Rh, o soro é Rh positivo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Imunógenos e Antígenos

        Imunógenos são moléculas capazes de desencadear uma resposta imune adaptativa após sua introdução em humanos ou animais, ou seja, é qualquer substância que possa gerar uma resposta imune específica.

        É importante lembrar que existem diferenças entre um imunógeno e um antígeno. Antígenos são substâncias que podem se ligar a um determinado anticorpo. Logo, todos os antígenos têm o potencial de induzir anticorpos específicos, no entanto alguns precisam se ligar a algum imunógeno para poder fazer isso. Isso quer dizer que todos os imunógenos são antígenos, mas nem todos os antígenos são imunógenos.

        Às vezes o que pode fazer com que um antígeno não seja um imunógeno é a reação cruzada, definida como a ligação de um anticorpo com um outro anticorpo que não o imunógeno que desencadeou a resposta imune.

TRABALHO DE SALA

      Na sala foi feito a análise de dois casos. O primeiro caso foi o dos ratinhos que tinham problemas na produção de resposta imune. Um rato tinha deficiência na produção de células de defesa na medula óssea, e o outro tinha problemas na maturação dos linfócitos T no timo. Foi feito uma troca, um dos ratos recebeu um transplante de medula óssea do outro rato e o outro ratinho recebeu um transplante de células do timo do outro rato. Após isso percebeu-se que ambos os ratos não apresentavam mais deficiência em produzir resposta imune e após um transplante de pele não houve rejeição do tecido, pelo fatos de que os sistema imunológicos dos ratos foram compartilhados e o organismo dos mesmos passou a encarar como self o tecido transplantado.
      O outro caso foi o de Márcio, que provavelmente contraiu uma doença sexualmente transmissível, tendo apresentado vesículas no órgão genital, linfonodos inchados próximos à infecção e aumento na taxa de anticorpos. Quando o corpo é invadido por microorganismos, os linfócitos dos linfonodos, próximos ao local da invasão, começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. Com isso, os linfonodos incham, formando as ínguas. É possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pela existência de linfonodos inchados.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Papel dos órgaos Linfoides Secundários na Resposta Imunológica Adaptativa

        Os órgãos linfoides secundários (linfonodos, baço e vários tecidos linfoides associados a superfícies mucosas) são especializados na captura do antígeno para possibilitar o inicio das respostas imunes adaptativas e fornecer os sinais que ativam os linfócitos circulantes.

      
        Quando a maturação dos linfócitos B e T se completa eles entram na corrente sanguínea e migram para os órgãos linfoides secundários. Ao entrarem em contato com algum antígeno, que foi apresentado pelas células apresentadoras de antígeno, esses linfócitos são ativados e iniciam as respostas imunes adaptativas como produção de anticorpos pelas células B (plasmócitos), anticorpos esses que irão neutralizar os antígenos e sinalizar para as células fagocitárias, destruição de células infectadas pelos linfócitos citotóxicos, bem como produção de memória imunológica.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Órgãos Linfoides Primários e Secundários

        Os tecidos linfoides são classificados em órgãos geradores, também chamados órgãos linfoides primários, onde os linfócitos expressam inicialmente os receptores de antígenos e atingem a maturidade fenotípica e funcional, e em órgãos periféricos, também chamados órgãos linfoides secundários, onde as respostas dos linfócitos aos antígenos estranhos são iniciadas e desenvolvidas.

        Os órgãos linfoides primários incluem a medula óssea e o timo. Na medula óssea são geradas todas as células sanguíneas circulantes do adulto, incluído os linfócitos imaturos, sendo o local em que as células B amadurecem. O timo é o local onde as células T se desenvolvem e atingem um estado de competência funcional.


        Os órgãos linfoides secundários incluem os linfonodos, o baço, o sistema imunológico cutâneo e o sistema associado às mucosas. Os antígenos são transportados para os linfonodos principalmente pelos vasos linfáticos. As repostas imunológicas adquiridas aos micro-organismos que entram pelos epitélios ou que são encontrados em tecidos são iniciadas nos linfonodos. O baço é o principal local de respostas imunológicas a antígenos provenientes do sangue. O sistema imunológico cutâneo, a pele, contém um sistema imunológico especializado constituído de linfócitos e células apresentadoras de antígeno (APCs). As superfícies mucosas dos tratos gastrointestinal e respiratório são colonizados por linfócitos por linfócitos e APCs que iniciam as respostas imunológicas contra os antígenos ingeridos ou inalados.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Relação entre Opsonização e Fagocitose na Resposta Natural

A Opsonização é um processo pelo qual as proteínas opsoninas ligam-se à superfície de bactérias ou outros patógenos, facilitando o seu reconhecimento por receptores específicos de opsonina sobre a superfície do fagócito ajudando a digestão dos mesmos pelos neutrófilos. As melhores opsoninas são o componente C3b do complemento, a Proteína C-reativa e o anticorpo. O anticorpo é um bom exemplo do sistema imunológico específico direcionando a imunidade natural.

Processo de opsonização em 3D

        Sem a presença das opsoninas a fagocitose se torna praticamente ineficaz, visto que elas revestem os microrganismos e aumentam a capacidade de englobamento pelos neutrófilos. Na superfície dos neutrófilos existem receptores para opsoninas que formam uma espécie de ponte, ligando a célula e o microrganismo, isso facilitará a eliminação de agentes patológicos e, consequentemente, protegerá o corpo de possíveis doenças.